
A cada dia novas formas para identificação são apresentadas à sociedade. Atualmente, o método mais comum para o acesso exclusivo de determinados sistemas é a senha, assinatura eletrônica usada em acessos a sites e bancos que se mostra como uma alternativa para a vida moderna. No entanto, nos dias de hoje, ela já não apresenta tanta segurança. Clonagem e descoberta de senhas alfanuméricas são algumas das fraudes mais comuns. O esforço de órgãos e instituições, que se utilizam necessariamente delas, para alertar o usuário com dicas de prevenção tem sido redobrado. Em busca da segurança e exclusividade que evitem falcatruas, o sistema computacional tem se utilizado da biometria. A biometria é um sistema de identificação através do corpo humano registrado ainda na antiguidade por faraós. O uso de partes do corpo para identificação é uma tecnologia que vem se massificando em diversos setores da sociedade. Clínicas médicas, planos de saúde, bancos, academias, escolas e universidades, além dos próprios sistemas computacionais, aderiram ao hardware que permite o uso exclusivo do serviço. Existem várias partes do corpo que podem ser utilizadas no processo de identificação. A íris, a retina, a voz, formato do rosto, geometria da mão, impressão digital, veias da palma da mão e reconhecimento da assinatura, além de odores do corpo e o DNA (que estão processo de estudo) são métodos possíveis de serem utilizados. O sistema varia em custo, confiabilidade e rapidez na identificação. Segundo o analista de sistemas Levi da Costa Mota, a adoção do sistema é uma tendência, mas a massificação não tem acontecido devido ao fato de que as tecnologias são patenteadas. Ele diz faltar investimento para pesquisas na área e crê que não há desvantagens no sistema. Levi aposta na aceitabilidade da impressão digital, por ser mais simples e barata, além do já existente armazenamento de dados digitais. “Existem bancos de dados do instituto de identificação, o que facilitaria a comparação de dados”, diz.
Em Aracaju o sistema está atuando há cerca de quatro anos em um plano de saúde. A comunicação entre
prestadora e operadores é feita via internet e a identificação do usuário é através da impressão digital.
Segundo o gerente de Tecnologia da Informação (TI) da Unimed Sergipe, Bruno Sanches Froés, o uso da impressão digital ajuda no atendimento, fornecendo os dados necessários, por exemplo, para saber se o beneficiário tem acesso ao serviço solicitado, se está inadimplente ou não, informações que são visualizadas em tempo real pelo atendimento nas clínicas e laboratórios. “É um ganho que não dá nem para mensurar”, afirma o gerente. O controle de ponto da empresa também é feito através da impressão digital. De acordo com Froés, a adoção do sistema tem sido satisfatória e o objetivo é estruturar em 100% toda a rede. Uma opinião que não é compartilhada por atendentes e usuários do sistema. As reclamações são sobre a rapidez de análise dos dados na impressão digital. “Eu acho que é uma boa maneira de controle, mas tem que horas que enche o saco”, diz a professora Ana Élia, que afirma ter que cadastrar várias digitais, devido à falha tecnológica do aparelho. A atendente Verônica Santana Mota também reclama da leitura lenta das digitais. “Se pegasse rápido e sempre seria ótimo, mas acaba sendo mais trabalhoso. Tem vezes que temos que tentar até os quatro dedos”, diz.
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